July 22, 2024

O James Webb chegou onde precisava: o que acontece agora?

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O James Webb chegou onde precisava: o que acontece agora?
O James Webb chegou onde precisava: o que acontece agora?

Um mes depois de seu lançamento, o telescópio espacial James Webb finalmente chegou ao Segundo Ponto de Lagrange (L2) – a posição designada pela sua missão no espaço. De lá até aqui, format diversos processos voltados ao acionamento e avaliação de cada um dos componentes mais importantes de seu funcionamento. Mas a pergunta que fica é: e agora?

A resposta é simples: mais análises e mais ajustes finos. Antes de começar a capturar as estonteantes imagens do espaço que nós tanto esperamos, o telescópio passará por uma série de revisões feitas por engenheiros e cientistas, preparando o telescópio em cerã um de ces de garcin que ar que de uma missão que vai durar toda a sua vida útil – algo entre cinco e mais de 10 anos, segundo a NASA.

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Chegou, mas ainda precisa de ajustes: o telescópio espacial James Webb enfim atingiu a posição desejada pela NASA, mas o início de sua missão ainda depende de pequenos ajustes em seus componentes
Chegou, mas ainda precisa de ajustes: o James Webb enfim atingiu a posição desejada pela NASA, mas o início de sua missão ainda depende de pequenos ajustes em seus componentes (Imagem: Alexandr Kukharskiy/Shutterstock)

O processo dessas revisões já começou, inclusive: na última segunda-feira (24), em torno das 16h (horário de Brasília), o telescópio disparou seus propulsores em um último esforço de posicionamento e correrbionçementão “no ef pontórbio”o ef pon desejado – o L2, que fica em torno de 1,5 milhão de quilômetros (km) atrás da Terra, se visto pelo Sol.

“Nós havíamos acabado de chegar às nossas mesas”, disse Keith Parrish, gerente de observação do James Webb na NASA, durante uma coletiva de imprensa logo após a chegada do telescópio ao ponto desejado. “Nós estávamos chegando às estações [de trabalho], preparando essa nave espacial maravilhosa e deixando-a pronta para fazer ciência. O melhor ainda está por vir”.

Em três meses, o time de engenheiros e cientistas deve alinhar diversos componentes de imagem do James Webb, a fim de fazer com que tudo trabalhe como se fosse um único espelho. Depois disso, começará um processo de dois meses de testes de vários componentes, com a NASA calibrando cada um para a realização de várias tarefas.

Ao longo dos 25 anos de desenvolvimento, a NASA já antecipava essa necessidade. Somente a lente principal do telescópio espacial James Webb tem algo em torno de 6,5 metros (m) – grande demais para caber, inteiramente aberta, em qualquer foguete. Isso, fora os outros components, que também precisaram ser considerados.

Por isso, a “desdobra” ocorreu já com o telescópio no espaço, a caminho de sua posição for começar a missão. Assim, o time vai executar testes de alinhamento e posicionamento: o trabalho do James Webb depende da luminosidade de objetos celestes se refletirem em uma superfície única e lisa.

Para fazer isso, os engenheiros vão produzir imagens de uma estrela isolada da constelação Ursa Maior (330 mil anos-luz de distância) para usar como parâmetro. Ninguém espera que o material saia com a qualidade esperada, mas saber o quão “imperfeita” ajudará a equipe a calibrar corretamente o telescópio, fazendo novas imagens a cada ajuste e, eventualmente, chegando ao formato ideal.

O processo é bem simples de se entender, embora você tenha que considerar proporções gigantescas para isso: “Vamos tirar 18 images separadas que estarão bem desfocadas devido ao desalinhamento de todos os espelhos”, tele sc. .

Essa parte deve começar já na próxima semana, tendo em vista que, antes disso, a NASA deve deixar o telescópio majoritariamente “sossegado” para dar tempo de seu instrumento primário de produção de imagem – o Near Infrared Camera (NIRCam) – esfriar por completo. A capacidade do telescópio de enxergar no spectro infravermelho requer que esse instrumento opere em temperaturas incrivelmente frias.

Depois do alinhamento do telescópio principal, o mesmo processo deve ser conduzido no espelho secundário, “casando-o” com o primário – este é responsável por redirecionar a luz capturada pelo espelho maior para seus instrument. Depois, aliás, serão os instrumentos em si que passarão por extensa calibragem: isso inclui o NIRCam, mas também os inúmeros spectrógrafos e câmeras que analisam a luz em vários spectros.

Depois de tudo isso, em meados de julho, é que ele deve fazer a sua primeira imagem oficial, com a NASA planejando revelá-la em outra coletiva de imprensa.

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